“Watch your thoughts for they become your words; 

watch your words for they become your actions; 

watch your actions for they become your habits; 

watch your habits for they become your character and 

watch your character for it becomes your destiny." 

Lao Tzu




"Evolução


Ainda que possa parecer, à primeira vista, um conceito insólito, a evolução revela-se fulcral e absolutamente central em todo o processo terapêutico. Ao longo deste percurso, tanto o Paciente como o Psicólogo experienciam uma constante transformação, cada um desenvolvendo-se em resposta ao outro, num movimento de ajustamento contínuo.


De certa forma, permanecemos fiéis aos princípios que, há séculos, foram enunciados na teoria de Darwin: selecionamos as características psicológicas mais adaptativas, favorecendo a sua prevalência, de modo a elevar a qualidade da vivência psicológica, tanto no plano individual como no colectivo. São estes os constructos mentais que aspiramos ver ocupar o ‘nicho ecológico’ mental de cada Paciente, ou seja, o seu Universo Interno, promovendo assim uma saúde mental robusta.


No ambiente terapêutico, essa transformação é impulsionada por um agente externo: o Psicólogo Clínico. Neste contexto, o Paciente irá iniciar um movimento na sua estrutura mental, que começa gradualmente a modificá-la, fazendo-a evoluir. Contudo, esta evolução nem sempre se desenrola na direção que idealizamos como ‘positiva’. Os constructos mentais movimentam-se, por vezes, em sentidos inesperados—e é exatamente este dinamismo que caracteriza o início do trabalho terapêutico. O elemento fundamental reside no desencadear do movimento de algo antes rígido, paradigmático e desadaptativo: as estruturas que outrora se mostravam imutáveis e resistiam à mudança, que agora são abaladas.


Curiosamente, tanto a teoria de Darwin quanto as leis da Física partilham com a Psicologia Clínica um princípio essencial: a evolução, entendida como movimento, é aquilo que permite a transformação, o avanço e a modificação.


Por sua vez, o Psicólogo também atravessa um processo de evolução permanente, individual, com o seu Paciente. É fundamental que se adapte, e, se necessário, se readapte, em função das necessidades e dos movimentos do Paciente. Neste sistema, a soma das energias inclui tanto a energia potencial como a energia cinética, sendo imprescindível considerar o valor do atrito presente no próprio sistema. Em Psicologia, esse atrito recebe outro nome: chamamo-lo de ‘resistência terapêutica’.


O Psicólogo e o Paciente constituem, conjuntamente, um sistema complexo e interligado, cuja eficácia depende da complementaridade e do funcionamento integrado de ambos.


O Psicólogo Clínico tem o privilégio de viver num contínuo processo de aprendizagem e evolução, incumbindo-lhe a responsabilidade de se adaptar ao seu Paciente e às suas necessidades, nunca exigindo que seja o Paciente a adaptar-se a ele.

Esta postura é o garante de uma relação terapêutica autêntica e transformadora.[...]"


André Patrício, 2007

Membro Fundador

Extracto de "Pensamentos em Psicologia"




Regressar ao Topo desta Página


Descubra mais sobre nós acompanhando as nossas Redes Sociais, escreva-nos um e-mail personalizado ou contacte-nos directamente para os nossos Escritórios — estamos sempre disponíveis para si e teremos todo o gosto em responder às suas dúvidas ou iniciar uma conversa inspiradora.



Política de Privacidade
André Patrício - Doctoralia.com.pt
psicologos
Andre G. Patricio

O Conceito " Schema ", em Psicologia 

O conceito de schema (esquema) em Psicologia refere-se, de modo sintético, a uma estrutura mental que representa determinados aspetos do mundo (um constructo), funcionando, por conseguinte, como uma ferramenta eficaz e indispensável para a compreensão da realidade.

Existem, naturalmente, múltiplos esquemas, os quais constituem um conjunto organizado de ideias pré-concebidas, aplicadas transversalmente a todas as áreas da vida.

Estes esquemas desempenham o papel de facilitadores de respostas comportamentais ou cognitivas, permitindo-nos lidar com o ambiente de forma adaptativa e quotidiana.


Importa salientar que, no contexto terapêutico, a análise dos esquemas que o Paciente utiliza com maior frequência para enfrentar adversidades — ou mesmo para lidar com situações quotidianas — constitui um elemento central para a compreensão dos esquemas que originam sofrimento ou limitação.


Muitas vezes, estes esquemas manifestam-se em ciclos disfuncionais, tendendo a perpetuar-se ao longo do tempo. O reconhecimento e a exploração destes padrões permitem ao Psicólogo Clínico intervir de forma mais precisa e transformadora, promovendo a evolução e o ajustamento saudável do Paciente.



A Psicologia

A Psicologia define-se como a ciência que se dedica ao estudo do comportamento humano — entendido enquanto atividade observável — e dos processos mentais subjacentes a cada indivíduo.


No seio desta disciplina, coexistem múltiplas áreas de especialização, cada uma delas orientada para dimensões específicas do funcionamento humano.


Nos Consultórios Schema, todos os nossos profissionais direcionam a sua prática para a Psicologia Clínica e da Saúde, assegurando uma abordagem especializada e rigorosa.


Uma das questões mais frequentes consiste em saber: De que forma pode a Psicologia Clínica contribuir para o meu bem-estar?


Para ilustrar a resposta, recorra-se a um exemplo transversal à experiência humana: a presença de obstáculos e adversidades, que se manifestam de forma recorrente nas diversas esferas da vida quotidiana. Embora todos desenvolvamos estratégias para lidar com tais desafios, é frequente surgirem sinais de stress, ansiedade ou depressão — conceitos que se tornaram parte integrante do vocabulário do dia a dia.

Estes fenómenos traduzem-se, muitas vezes, numa vivência aquém do nosso potencial, expressando-se numa “perda de graus de liberdade”.


Por que motivo perdemos, então, tais graus de liberdade?


A razão reside, frequentemente, na incapacidade de experienciar a vida na sua plenitude, o que conduz a ciclos disfuncionais onde predomina a "ruminação" de elementos do passado, o mal-estar físico e o psicológico e, em muitos casos, a apatia — um estado caracterizado pela ausência de motivação e iniciativa.


Neste contexto, é precisamente onde a Psicologia Clínica se revela fundamental: ao promover o desenvolvimento e a otimização de ferramentas internas já existentes (porém, subaproveitadas) e outras que são aprendidas em contexto de consulta.

Ao ensinar novas estratégias, mais adaptativas, contribui-se para uma melhoria significativa da qualidade de vida psicológica — e, consequentemente, física — do Paciente.


Nos nossos Consultórios, encontrará profissionais com formação diversificada, todos partilhando um propósito comum: fomentar uma relação terapêutica sinérgica e eficaz entre Psicólogo Clínico e Paciente.


A nossa diversidade formativa visa assegurar que cada pessoa encontra o Psicólogo Clínico mais indicado para a sua situação, independentemente da natureza do problema, da faixa etária ou da especificidade da necessidade apresentada.


A Psicologia Clínica coloca-se, assim, inequivocamente, ao serviço do ser humano, sendo um instrumento privilegiado para a promoção do bem-estar e da qualidade de vida.


O exemplo supracitado constitui apenas uma das múltiplas situações com que nos deparamos diariamente, sendo, neste caso, um reflexo das exigências e dos desafios inerentes ao mundo contemporâneo. Poder-se-iam, contudo, apresentar diversos outros exemplos ilustrativos.


Importa reter que vivemos numa época em que é possível agir sobre o mal-estar psicológico, expandindo os nossos “graus de liberdade” e, consequentemente, elevando a nossa qualidade de vida.


A si próprio deve este investimento no seu bem-estar!


Numa perspetiva mais pessoal, é notório que atualmente existe uma proliferação de informação — seja na internet, em livros de autoajuda ou em outras fontes — que nos leva, frequentemente, a procurar respostas imediatas para o "desconforto interno", numa tentativa do alívio sintomático quase imediato.


Todavia, a sobreabundância de informação pode gerar sentimentos de desorientação e, não raras vezes, de ansiedade acrescida.


Por isso, recomenda-se que procure um profissional qualificado, capaz de o compreender, de acalmar os seus receios e de o acompanhar na promoção da sua qualidade de vida.


Se dispõe da Psicologia enquanto recurso, valorize-a e recorra a ela.


Ao transformar padrões de pensamento, transformam-se vidas. Procure, pois, alcançar uma satisfação plena consigo próprio e com a sua existência; independentemente da natureza daquilo que o faz sentir-se menos bem, saiba que procurar apoio psicológico é não só legítimo, como verdadeiramente recomendável.